quarta-feira, 17 de junho de 2009
Água
As significações simbólicas da água podem reduzir-se a três tema dominantes: fonte de vida, meio de purificação, centro de regenerescência. Esses três temas se encontram na mais antigas tradições e formam as mais variadas combinações imaginárias — e as mais coerentes também.
As águas, massa indiferenciada, representando a infinidade dos possíveis, contêm todo o virtual, todo o informal, o germe dos germes, todas as promessas de desenvolvimento, mas também todas as ameaças de reabsorção. Mergulhar nas águas, para delas sair sem se dissolver totalmente, salvo por uma morte simbólica, é retornar às origens, carregar-se de novo num imenso reservatório de energia e nele beber uma força nova: fase passageira de regressão e desintegração, condicionando uma fase progressiva de reintegração e regenerescência.
Tirei daqui.
Beleza
"O belo consiste na grandeza e na ordem, e, portanto, um organismo vivente pequeníssimo não poderia ser belo (…); e também não seria belo, grandíssimo." Aristóteles
"Belo artístico exclui o belo natural" Hegel
"Há duas espécies de beleza: a beleza livre (pulchritudo vaga) e a beleza simplesmente aderente (pulchritudo adhaerens). A primeira não pressupõe nenhum conceito do que o objeto deva ser; a segunda pressupõe um tal conceito e a perfeição do objeto segundo o mesmo. (…) Flores são belezas naturais livres. (…) No entanto, a beleza de um ser humano (…) pressupõe um conceito do fim que determina o que a coisa deve ser, por conseguinte um conceito da sua perfeição, e é portanto beleza simplesmente aderente." Kant













