






Por Justin Maller
As significações simbólicas da água podem reduzir-se a três tema dominantes: fonte de vida, meio de purificação, centro de regenerescência. Esses três temas se encontram na mais antigas tradições e formam as mais variadas combinações imaginárias — e as mais coerentes também.
As águas, massa indiferenciada, representando a infinidade dos possíveis, contêm todo o virtual, todo o informal, o germe dos germes, todas as promessas de desenvolvimento, mas também todas as ameaças de reabsorção. Mergulhar nas águas, para delas sair sem se dissolver totalmente, salvo por uma morte simbólica, é retornar às origens, carregar-se de novo num imenso reservatório de energia e nele beber uma força nova: fase passageira de regressão e desintegração, condicionando uma fase progressiva de reintegração e regenerescência.
Tirei daqui.